{"id":256,"date":"2019-06-25T12:26:11","date_gmt":"2019-06-25T12:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8080\/alternactiva\/?p=256"},"modified":"2023-06-05T13:07:12","modified_gmt":"2023-06-05T13:07:12","slug":"segunda-parte-cinderelas-do-nosso-mocambique-confrontando-dialogos-entre-jovens-feministas-e-veteranas-da-luta-armada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alternactiva.co.mz\/en\/segunda-parte-cinderelas-do-nosso-mocambique-confrontando-dialogos-entre-jovens-feministas-e-veteranas-da-luta-armada\/","title":{"rendered":"[Second part] \u201cCinderellas of our Mozambique\u201d: Confronting dialogues between young feminists and veterans of the armed struggle"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_259\" aria-describedby=\"caption-attachment-259\" style=\"width: 797px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-259\" src=\"http:\/\/localhost:8080\/alternactiva\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-21-at-15.21.29.jpg\" alt=\"\" width=\"797\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-21-at-15.21.29.jpg 797w, https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-21-at-15.21.29-300x217.jpg 300w, https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-21-at-15.21.29-768x555.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 797px) 100vw, 797px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-259\" class=\"wp-caption-text\">Foto extra\u00edda do livro \u201c50 anos do destacamento feminino\u201d de Pachinuapa et al.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u201cCinderelas do Nosso Mo\u00e7ambique\u201d &#8211; Quem s\u00e3o as Veteranas da LALN?<\/strong><\/p>\n<p>Cinderela ou gata borralheira \u00e9 dos contos de fada mais populares do mundo, que vem sendo escrito e produzido em diferentes vers\u00f5es. <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> A vers\u00e3o mais conhecida \u00e9 a escrita por Charles Perrault em 1697 divulgada pelo mundo em filmes e desenhos animados produzidos pela Walt Disney na qual Cinderela \u00e9 uma jovem que por ser \u00f3rf\u00e3 acaba por viver com a madrasta m\u00e1 e as suas duas filhas. Cinderela \u00e9 empregada na sua pr\u00f3pria casa, passa por maus tratos, mas n\u00e3o perde a sua bondade e o sonho de uma vida melhor e de se casar com um pr\u00edncipe encantado.<\/p>\n<p>Durante este trabalho Cinderela surge quando uma das entrevistadas fala sobre o que sabe das veteranas da luta e sobre a sua participa\u00e7\u00e3o na luta armada: \u201cTudo que sei sobre a participa\u00e7\u00e3o da mulher na luta armada \u00e9 tudo hist\u00f3ria que \u00e9 contada na escola (\u2026) At\u00e9 j\u00e1 esqueci da hist\u00f3ria porque hoje at\u00e9 j\u00e1 tenho outras vers\u00f5es que acho mais realistas. O que eu sei da mulher da luta armada \u00e9 que aquelas que acharam que a causa lhes era v\u00e1lida, largaram tudo, e fugiram para l\u00e1 para se formarem .(\u2026) OK, conseguiram ir a luta armada, contam a hist\u00f3ria que elas lutaram, mas acredito que h\u00e1 outras que lutaram mais do que estas que s\u00e3o tao medi\u00e1ticas, que foram apagadas. A pr\u00f3pria hist\u00f3ria da Josina \u00e9-nos contada numa vertente muito fantasiosa, \u00e9 a cinderela do nosso Mo\u00e7ambique, tudo que sei \u00e9 isso\u201d (Entrevista a Lu\u00edsa, Maputo aos 14\/06\/2017).<\/p>\n<p>Na narrativa hist\u00f3rica das mulheres que participaram da LALN, est\u00e1 patente a ideia de intelig\u00eancia pol\u00edtica, devo\u00e7\u00e3o e entrega abnegada \u00e0 causa nacional, movida pela necessidade de as mulheres se mostrarem capazes e de terem surpreendido positivamente a direc\u00e7\u00e3o da Frente e aos soldados, homens com quem ladeavam nas bases (Manceaux, 1976; Pachinuapa &amp; Nanguedye, 2009). Domina um determinado scrip sobre a hist\u00f3ria da FRELIMO, \u201cuma \u00fanica hist\u00f3ria\u201d \u2013 \u201cvencemos, tudo correu bem e assim continuar\u00e1 ap\u00f3s a independ\u00eancia\u201d, \u201csentimo-nos com um qualquer homem combatente\u201d, reproduzido com maior ou menor intensidade de acordo com os momentos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>S\u00e3o os extratos desta narrativa \u00fanica, masculinizada e produzida para refor\u00e7ar os discursos pol\u00edticos \u201cuniformes\u201d que fazem parte das refer\u00eancias de grande parte das e dos jovens, pois s\u00e3o parte do curr\u00edculo na escola prim\u00e1ria nas disciplinas de hist\u00f3ria e de l\u00edngua portuguesa. Josina Machel \u201ccinderela do nosso Mo\u00e7ambique\u201d \u00e9 parte incontorn\u00e1vel desta hist\u00f3ria e dos conhecimentos de cultura geral. O dia 07 de Abril (dia da sua morte) \u00e9 feriado nacional Dia da Mulher Mo\u00e7ambicana. Os detalhes que se sublinham quando se fala da vida e obra de Josina Machel referem-se \u00e0 sua entrega abnegada ao trabalho e ao seu casamento com Samora Machel, 2\u00ba presidente da Frelimo e 1\u00ba presidente da Rep\u00fablica Popular de Mo\u00e7ambique, depois da sua independ\u00eancia em 25 de Junho de 1975, o que de facto n\u00e3o parece muito diferente da Cinderela.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho nenhum conhecimento sobre ela, sei muito pouco sobre participa\u00e7\u00e3o da mulher na luta armada, sei que o que os livros dizem, que ela foi nossa hero\u00edna, lutou e foi esposa do presidente Machel \u00e9 muito b\u00e1sico e que 7 de abril \u00e9 porque Josina morreu ent\u00e3o \u00e9 dia das mulheres\u201d. (Entrevista a G\u00e9ssica Macamo graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Maputo 04\/12\/2017).<\/p>\n<p>Contudo, para al\u00e9m de Josina Machel e de outros nomes sonantes de mulheres que se fizeram \u00e0 luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional, muitas outras juntaram-se \u00e0 causa e contribu\u00edram, algumas bastante jovens, acompanhando a fam\u00edlia, fugindo de persegui\u00e7\u00f5es e ataques, atra\u00eddas pelas promessas de estudar, outras capturadas pelos guerrilheiros da FRELIMO.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria oficial esqueceu muitas outras mulheres que tiveram um papel importante em v\u00e1rias fases. A LIFEMO \u2013 Liga Feminina de Mo\u00e7ambique \u2013 1\u00aa organiza\u00e7\u00e3o de mulheres, criada por mulheres, na Tanzania em 1963, foi omitida da hist\u00f3ria oficial. A sua Presidente era Celina Simango, esposa de Urias Simango que foi Vice-Presidente da FRELIMO, mais tarde considerado traidor ap\u00f3s a crise de 68 que levou ao assassinato de Mondlane.<\/p>\n<figure id=\"attachment_258\" aria-describedby=\"caption-attachment-258\" style=\"width: 423px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-258 size-full\" src=\"http:\/\/localhost:8080\/alternactiva\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-21-at-15.21.08.jpg\" alt=\"\" width=\"423\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-21-at-15.21.08.jpg 423w, https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-21-at-15.21.08-300x260.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 423px) 100vw, 423px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-258\" class=\"wp-caption-text\">Foto extra\u00edda do livro \u201c50 anos do destacamento feminino\u201d de Pachinuapa et al.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um outro dado importante \u00e9 que como Mondlane refere no seu livro e tamb\u00e9m \u00e9 relatado em entrevistas e documentos do Arquivo da FRELIMO, foram as mulheres que solicitaram \u00e0 direc\u00e7\u00e3o da FRELIMO um papel mais activo, atrav\u00e9s do treino militar. O primeiro grupo de DF treina em 1965 mas a hist\u00f3ria oficial refere a cria\u00e7\u00e3o do DF apenas em 1966, pelo Comit\u00e9 Central<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. De maneira geral as mulheres do DF constituem um grupo de cinderelas distantes das jovens feministas. As mais pr\u00f3ximas do poder ocuparam e ocupam posi\u00e7\u00f5es chave na OMM e no governo e s\u00e3o por isso destacadas, as que se encontram afastadas das zonas urbanas e dos circuitos do poder tamb\u00e9m est\u00e3o distantes das jovens, marcadas pelo sentimento de abandono, esquecimento, n\u00e3o cumprimento de promessas da luta armada (cinderelas que n\u00e3o chegaram ao est\u00e1gio de princesas).<\/p>\n<p>No que respeita ao conceito de Emancipa\u00e7\u00e3o o grupo de \u201clibertadoras da na\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o \u00e9 homog\u00e9neo, e o conceito de mulher combatente ou militante tamb\u00e9m n\u00e3o. O que ouvimos das veteranas \u00e9 que, \u201cconseguimos a liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, particip\u00e1mos em todas as frentes, somos iguais aos homens, prov\u00e1mos que somos capazes de fazer tudo o que um homem faz. N\u00e3o h\u00e1 lugar \u00e0 diferen\u00e7a nestas narrativas.<\/p>\n<p>No geral considera-se a igualdade entre mulheres e homens na luta e depois da independ\u00eancia, ainda que se refira que algumas mulheres n\u00e3o respeitam os homens. Ouvimos muitas vezes as veteranas da luta referirem, \u201cagora j\u00e1 me sinto como um homem, participando na luta como soldado\u201d, como j\u00e1 referido.<\/p>\n<p>As jovens feministas t\u00eam um conceito de emancipa\u00e7\u00e3o que implica transforma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de g\u00e9nero, dos pap\u00e9is tradicionais de homens e mulheres, questionamento do patriarcado, do colonialismo e do machismo.<\/p>\n<p>As jovens feministas por n\u00f3s entrevistadas n\u00e3o t\u00eam como sua refer\u00eancia de luta pela liberta\u00e7\u00e3o da mulher, as consideradas libertadoras da p\u00e1tria. Foi o processo de constru\u00e7\u00e3o feminista das jovens entrevistadas que levou ao reconhecimento da participa\u00e7\u00e3o das antigas combatentes na caminhada de emancipa\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o do qu\u00e3o dif\u00edcil deve ter sido para estas mulheres ocupar um espa\u00e7o t\u00e3o masculinizado quanto o ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p><em>Um di\u00e1logo com elas seria muito necess\u00e1rio, enfrentar esse sistema e participar na luta, se at\u00e9 hoje ainda h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os, ent\u00e3o imagina, participar da luta e hoje serem praticamente anuladas pelo sistema, deve ser\u2026! Essas pessoas existem, mas n\u00e3o se sabe nada delas. At\u00e9 compreendo que n\u00e3o seja porque elas n\u00e3o queiram falar, acho que se formos ter com elas ter\u00e3o vontade de passar o legado delas. <\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 uma necessidade de se resgatar isso, n\u00e3o sei se fazendo biografias, n\u00e3o sei como se faria mas h\u00e1 necessidade de transmiss\u00e3o de legado, principalmente para quem est\u00e1 nos movimentos feministas ou problematiza quest\u00f5es de g\u00e9nero<\/em>\u201d.\u00a0 (Entrevista a G\u00e9ssica Macamo graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Maputo 04\/12\/2017)<\/p>\n<p><em>Eu acredito, j\u00e1 \u00e9 toda minha imagina\u00e7\u00e3o e meu feminismo, que mesmo para elas sa\u00edrem de casa n\u00e3o foi f\u00e1cil, mesmo para elas se colocarem lado a lado com os homens e dizerem que s\u00e3o capazes de pegar em armas tamb\u00e9m n\u00e3o foi f\u00e1cil. N\u00e3o sei onde, mas li que mesmo assim elas eram colocadas apenas para tratar de assuntos menores, quando eram os feridos, log\u00edstica, e eu estou curiosa porque num papo, a Nzira disse olha tem aquele pessoal da OMM que nalgum momento se sentem frustradas, por que os ideais delas quando entraram para a luta armada, esta a ser apagado por um sistema, s\u00e3o for\u00e7adas a esta situa\u00e7\u00e3o de se apagarem para n\u00e3o passarem a imagem de discord\u00e2ncia de ideias e o partido tem que ser coeso <\/em>(Entrevista a Lu\u00edsa, Maputo aos 14 de Junho de 2017).<\/p>\n<p>As veteranas da luta, sobretudo as mais pr\u00f3ximas do poder, aparecem nas datas hist\u00f3ricas da Frelimo \u2013 1962, 1964, cria\u00e7\u00e3o do DF em 1966, da OMM em 1973, independ\u00eancia 1975 \u2013 n\u00e3o apenas na capital mas tamb\u00e9m em outras regi\u00f5es de Mo\u00e7ambique, mas nem sempre dialogam com as jovens gera\u00e7\u00f5es, criticadas entretanto por serem ignorantes sobre o seu papel fundamental na liberta\u00e7\u00e3o da P\u00e1tria\/M\u00e1tria. Constat\u00e1mos entretanto que, quanto mais afastadas da capital, da Na\u00e7\u00e3o \u2013 designa\u00e7\u00e3o para a cidade capital, Maputo, usada por mo\u00e7ambican@s da regi\u00e3o norte e centro de Mo\u00e7ambique &#8211; a sua narrativa \u00e9 muito mais cr\u00edtica e livre, desamarrada dos her\u00f3is implantados na capital de Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho muito a dizer, s\u00f3 recomendo que n\u00e3o deixes este trabalho no caminho. Quando voc\u00eas crian\u00e7as que est\u00e3o l\u00e1, veem-nos fazer lembrar do que faz\u00edamos ficamos felizes se pararem vamos ficar como areia molhada. Se voc\u00ea deixar n\u00f3s vamos ficar tristes com areia molhada na cara, quando voc\u00eas crian\u00e7as veem n\u00f3s conseguimos lembrar alguma coisa. Se voc\u00eas pararem de vir vamos ficar tristes, embora os donos n\u00e3o lembrem estamos felizes de saber que as crian\u00e7as sabem que para estudarem foi necess\u00e1rio n\u00f3s lut\u00e1ssemos. Muito obrigada (\u2026). (Entrevista a Catarina Mbuana, antiga combatente, Niassa, 18\/09\/17). [<strong>FIM<\/strong>]<\/p>\n<p><strong><em>Este artigo (aqui publicada sua segunda parte) \u00e9 a vers\u00e3o resumida de um artigo apresentado no Col\u00f3quio Internacional DecliNa\u00e7\u00f5es, Questionando identidades nacionais, g\u00e9nero e sexualidade que teve lugar nos dias 29 e 30 de Outubro de 2018 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (no prelo).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Cabral, Am\u00edlcar (1969) \u201cSemin\u00e1rio de Quadros\u201d. <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fundacaoamilcarcabral\/?hc_ref=ARRtwjzpdCDYX40pQ89_FUHpe8m9_l2siNAGvzuIL7_ty_3qBnr7fGcpz0HcOulBDBQ\">Funda\u00e7\u00e3o Am\u00edlcar Cabral<\/a>. Acesso a 08\/03\/2018.<\/p>\n<p>Casimiro, I. (1986) \u201cTransforma\u00e7\u00e3o nas Rela\u00e7\u00f5es Homem\/Mulher em Mo\u00e7ambique: 1960\u20131974.\u201d Tese de Licenciatura em Hist\u00f3ria, Departamento de Hist\u00f3ria, Universidade Eduardo Mondlane, Maputo. (MIMEO).<\/p>\n<p>Manceaux, Michelle (1976) \u201cAs Mulheres de Mo\u00e7ambique\u201d Lisboa-Portugal, Arc\u00e1dia.<\/p>\n<p>Pachinuapa, R. &amp; Nanguedye, M. (2009) \u00a0<em>A vida do Casal Pachinuapa<\/em>. JV Editores p.57<\/p>\n<p><strong>Entrevistas<\/strong><\/p>\n<p>Catarina Mbuana, antiga combatente, Niassa, 18\/09\/17.<\/p>\n<p>G\u00e9ssica Macamo graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Maputo 04\/12\/2017.<\/p>\n<p>Lu\u00edsa (pseud\u00f3nimo), Maputo, 14\/06\/2017.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>A sua origem tem diferentes vers\u00f5es, sendo a do escritor franc\u00eas Charles Perrault, de 1697 a mais conhecida, baseada num conto italiano popular chamado La gatta cenerentola ( a gata borralheira). A mais antiga \u00e9 origin\u00e1ria da China, por volta de 860 a.C..\u00a0Existe tamb\u00e9m a dos\u00a0Irm\u00e3os Grimm, semelhante \u00e0 de Charles Perrault.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Esta \u00e9 a data comemorada a 4 de Mar\u00e7o e que inicia para a OMM o m\u00eas da Mulher.<\/p>\n<p>_<\/p>\n<p><em>* Docente e pesquisadora da Universidade Eduardo Mondlane, UEM, Centro de Estudos Africanos, CEA<\/em><\/p>\n<p><em>** Graduanda em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Faculdade de Letras e Ci\u00eancias Sociais, UEM Assistente da pesquisa \u201cDi\u00e1logos em Confronto\u201d.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na narrativa hist\u00f3rica das mulheres que participaram da LALN, est\u00e1 patente a ideia de intelig\u00eancia pol\u00edtica, devo\u00e7\u00e3o e entrega abnegada \u00e0 causa nacional, movida pela necessidade de as mulheres se mostrarem capazes e de terem surpreendido positivamente a direc\u00e7\u00e3o da Frente e aos soldados, homens com quem ladeavam nas bases <\/p>\n<p>Isabel Maria Casimiro* e Withney Osvalda M. 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