{"id":464,"date":"2020-04-10T00:00:55","date_gmt":"2020-04-10T00:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8080\/alternactiva\/?p=464"},"modified":"2023-06-05T13:03:36","modified_gmt":"2023-06-05T13:03:36","slug":"a-tragica-transparencia-do-virus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alternactiva.co.mz\/en\/a-tragica-transparencia-do-virus\/","title":{"rendered":"The tragic transparency of the virus"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_465\" aria-describedby=\"caption-attachment-465\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-465 size-full\" src=\"http:\/\/localhost:8080\/alternactiva\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/maxresdefault_BoaventuraSS.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/maxresdefault_BoaventuraSS.jpg 1280w, https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/maxresdefault_BoaventuraSS-300x169.jpg 300w, https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/maxresdefault_BoaventuraSS-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/alternactiva.co.mz\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/maxresdefault_BoaventuraSS-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-465\" class=\"wp-caption-text\">Boaventura de Sousa Santos proferindo a confer\u00eancia &#8220;As epistemologias do Sul e a descoloniza\u00e7\u00e3o da universidade&#8221;, dentro das comemora\u00e7\u00f5es do anivers\u00e1rio de 90 anos da UFMG | Foto de UFMG<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os debates culturais, pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos do nosso tempo t\u00eam uma opacidade estranha que decorre da sua dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao quotidiano vivido pela grande maioria da popula\u00e7\u00e3o, os cidad\u00e3os comuns \u2013 \u201cla gente de a pie\u201d, como dizem os latino-americanos. Em particular, a pol\u00edtica, que devia ser a mediadora entre as ideologias e as necessidades e aspira\u00e7\u00f5es dos cidad\u00e3os, tem vindo a demitir-se dessa fun\u00e7\u00e3o. Se mant\u00e9m algum res\u00edduo de media\u00e7\u00e3o, \u00e9 com as necessidades e aspira\u00e7\u00f5es dos mercados, esse mega-cidad\u00e3o informe e monstruoso que nunca ningu\u00e9m viu, nem tocou ou cheirou, um cidad\u00e3o estranho que s\u00f3 tem direitos e nenhum dever. \u00c9 como se a luz que ele projectasse nos cegasse. De repente, a pandemia irrompe, a luz dos mercados empalidece e da escurid\u00e3o, com que eles sempre nos amea\u00e7am se n\u00e3o lhe prestarmos vassalagem, emerge uma nova claridade. A claridade pand\u00e9mica e as apari\u00e7\u00f5es em que ela se traduz. O que ela nos permite ver e o modo como for interpretado e avaliado determinar\u00e3o o futuro da civiliza\u00e7\u00e3o em que vivemos. Estas apari\u00e7\u00f5es, ao contr\u00e1rio de outras, s\u00e3o reais e vieram para ficar.<\/p>\n<p><em>A pandemia \u00e9 uma alegoria.<\/em> O sentido literal da pandemia do coronav\u00edrus \u00e9 o medo ca\u00f3tico generalizado e a morte sem fronteiras causados por um inimigo invis\u00edvel. Mas o que ela exprime est\u00e1 muito para al\u00e9m disso. Eis alguns dos sentidos que nela se exprimem. O invis\u00edvel todo poderoso tanto pode ser o infinitamente grande (o deus das religi\u00f5es do livro) como o infinitamente pequeno (o v\u00edrus). Em tempos recentes, emergiu um outro ser invis\u00edvel todo poderoso, nem grande nem pequeno porque disforme: os mercados. Tal como o v\u00edrus, \u00e9 insidioso e imprevis\u00edvel em suas muta\u00e7\u00f5es, e, tal como deus (Sant\u00edssima Trindade, incarna\u00e7\u00f5es), \u00e9 uno e m\u00faltiplo. Exprime-se no plural mas \u00e9 singular. Ao contr\u00e1rio de deus, os mercados <em>\u00e9 <\/em>omnipresente neste mundo e n\u00e3o no mundo do al\u00e9m, e, ao contr\u00e1rio do v\u00edrus, \u00e9 uma bendi\u00e7\u00e3o para os poderosos e uma maldi\u00e7\u00e3o para todos os outros (a esmagadora maioria dos humanos e a totalidade da vida n\u00e3o humana). Apesar de omnipresentes, todos estes seres invis\u00edveis t\u00eam espa\u00e7os espec\u00edficos de acolhimento: o v\u00edrus, nos corpos; deus, nos templos; os mercados, nas bolsas de valores. Fora desses espa\u00e7os, o ser humano \u00e9 um ser sem-abrigo transcendental.<\/p>\n<p>Sujeitos a tantos seres imprevis\u00edveis e todo-poderosos, o ser humano e toda a vida n\u00e3o-humana de que depende s\u00e3o iminentemente fr\u00e1geis.\u00a0 Se todos estes seres invis\u00edveis continuarem activos, a vida humana ser\u00e1, em breve (se o n\u00e3o \u00e9 j\u00e1) uma esp\u00e9cie em extin\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 sujeita a uma ordem escatol\u00f3gica e aproxima-se do fim. A intensa teologia que \u00e9 tecida \u00e0 volta dessa escatologia contempla v\u00e1rios n\u00edveis de invisibilidade e de imprevisibilidade. O deus, o v\u00edrus e os mercados s\u00e3o as formula\u00e7\u00f5es do \u00faltimo reino, o mais invis\u00edvel e imprevis\u00edvel, o reino da gloria celestial ou da perdi\u00e7\u00e3o infernal. S\u00f3 ascendem a ele os que se salvam, os mais fortes (os mais santos, os mais jovens, os mais ricos). Abaixo desse reino est\u00e1 o reino das causas. \u00c9 o reino das media\u00e7\u00f5es entre o humano e o n\u00e3o humano. Neste reino a invisibilidade \u00e9 menos rarefeita, mas \u00e9 produzida por luzes intensas que projectam sombras densas sobre esse reino. Este reino \u00e9 composto por tr\u00eas unic\u00f3rnios. Sobre o unic\u00f3rnio escreveu <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Leonardo_da_Vinci\">Leonardo da Vinci<\/a>: &#8220;O unic\u00f3rnio, atrav\u00e9s da sua intemperan\u00e7a e incapacidade de se dominar, e devido ao deleite que as donzelas lhe proporcionam, esquece a sua ferocidade e selvajaria. Ele p\u00f5e de parte a desconfian\u00e7a, aproxima-se da donzela sentada e adormece no seu rega\u00e7o. Assim os ca\u00e7adores conseguem ca\u00e7\u00e1-lo.&#8221; Ou seja, o unic\u00f3rnio \u00e9 um todo poderoso, feroz e selvagem que, no entanto, tem um ponto fraco, sucumbe \u00e0 ast\u00facia de quem o souber identificar.<\/p>\n<p>Desde o s\u00e9culo XVII, os tr\u00eas unic\u00f3rnios s\u00e3o o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado. S\u00e3o os modos de domina\u00e7\u00e3o principais. Para dominarem eficazmente t\u00eam de ser, eles pr\u00f3prios, destemperados, ferozes e incapazes de se dominar, como adverte Da Vinci. Apesar de serem omnipresentes na vida dos humanos e das sociedades, s\u00e3o invis\u00edveis na sua ess\u00eancia e na essencial articula\u00e7\u00e3o entre eles. A invisibilidade decorre de um sentido comum inculcado nos seres humanos pela educa\u00e7\u00e3o e pela doutrina\u00e7\u00e3o permanentes. Esse sentido comum \u00e9 evidente e \u00e9 contradit\u00f3rio ao mesmo tempo. Todos os seres humanos s\u00e3o iguais (afirma o capitalismo); mas, como h\u00e1 diferen\u00e7as naturais entre eles, a igualdade entre inferiores n\u00e3o pode coincidir com a igualdade entre os superiores (afirmam o colonialismo e o patriarcado). Este sentido comum \u00e9 antigo e foi debatido por Arist\u00f3teles, mas s\u00f3 a partir do s\u00e9culo XVII entrou na vida das pessoas comuns, primeiro na Europa e depois em todo o mundo.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que pensa Da Vinci, a ferocidade destes tr\u00eas unic\u00f3rnios n\u00e3o assenta apenas na for\u00e7a bruta. Assenta tamb\u00e9m na ast\u00facia que lhes permite desaparecer quando continuam vivos, ou parecer fracos quando permanecem fortes. A primeira ast\u00facia revela-se em m\u00faltiplas artimanhas. Assim, o capitalismo pareceu que tinha desaparecido numa parte do mundo com a vit\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Afinal, apenas hibernou no interior da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e continuou a control\u00e1-la a partir de fora (capitalismo financeiro, contra-insurg\u00eancia). Hoje em dia, o capitalismo consegue a sua maior vitalidade no seio do seu maior inimigo de sempre, o comunismo, num pa\u00eds que em breve ser\u00e1 a primeira economia do mundo, a China. Por sua vez, o colonialismo dissimulou desaparecer com as independ\u00eancias das col\u00f3nias europeias, mas, de facto, continuou metamorfoseado de neocolonialismo, imperialismo, depend\u00eancia, racismo, etc. Finalmente, o patriarcado induz a ideia de estar moribundo ou enfraquecido em virtude das vit\u00f3rias significativas dos movimentos feministas nas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas de facto a viol\u00eancia dom\u00e9stica, a discrimina\u00e7\u00e3o sexista e o feminic\u00eddio n\u00e3o cessam de aumentar. A segunda ast\u00facia consiste em surgirem capitalismo, colonialismo e patriarcado como entidades separadas que nada t\u00eam a ver umas com as outras. A verdade \u00e9 que nenhum destes unic\u00f3rnios em separado tem poder para dominar. S\u00f3 os tr\u00eas em conjunto s\u00e3o todo-poderosos. Ou seja, enquanto houver capitalismo, haver\u00e1 colonialismo e patriarcado.<\/p>\n<p>O terceiro reino \u00e9 o reino das consequ\u00eancias. \u00c9 o reino em que os tr\u00eas poderes todo-poderosos mostram a sua verdadeira face. \u00c9 esta a camada que a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o consegue ver, embora com alguma dificuldade. Este reino tem hoje duas paisagens principais onde \u00e9 mais vis\u00edvel e cruel: a escandalosa concentra\u00e7\u00e3o de riqueza\/extrema desigualdade social; a destrui\u00e7\u00e3o da vida do planeta\/iminente cat\u00e1strofe ecol\u00f3gica. \u00c9 ante estas duas paisagens brutais que os tr\u00eas seres todo-poderosos e suas media\u00e7\u00f5es mostram aquilo a que nos conduzem se continuarmos a consider\u00e1-los todo-poderosos. Mas ser\u00e3o eles todo-poderosos? ou a sua omnipot\u00eancia \u00e9 apenas o espelho da induzida incapacidade dos humanos de os combater? Eis a quest\u00e3o.<\/p>\n<p><em>A realidade \u00e0 solta e a excepcionalidade da excep\u00e7\u00e3o<\/em>. A pandemia confere \u00e0 realidade uma liberdade ca\u00f3tica e qualquer tentativa de a aprisionar analiticamente fracassa porque a realidade vai sempre adiante do que pensamos ou sentimos sobre ela. Teorizar ou escrever sobre ela \u00e9 p\u00f4r as nossas categorias e a nossa linguagem \u00e0 beira do abismo. Como diria Andr\u00e9 Gide, \u00e9 conceber a sociedade contempor\u00e2nea e a sua cultura dominante em modo de <em>mise en abyme.<\/em> Os intelectuais s\u00e3o os que mais deviam temer esta situa\u00e7\u00e3o. Tal como aconteceu com os pol\u00edticos, os intelectuais tamb\u00e9m deixaram, em geral, de mediar entre as ideologias e as necessidades e as aspira\u00e7\u00f5es dos cidad\u00e3os comuns.\u00a0 Medeiam entre si, entre as suas pequenas-grandes diverg\u00eancias ideol\u00f3gicas. Escrevem sobre o mundo, mas n\u00e3o com o mundo. S\u00e3o poucos os intelectuais p\u00fablicos, e tamb\u00e9m estes n\u00e3o escapam ao abismo destes dias. A gera\u00e7\u00e3o que nasceu ou cresceu depois da segunda guerra mundial habituou-se a ter um pensamento excepcional em tempos normais. Perante a crise pand\u00e9mica, t\u00eam dificuldades em pensar a excepc\u00e3o em tempos excepcionais. O problema \u00e9 que a pr\u00e1tica ca\u00f3tica e fugidia dos dias foge \u00e0 teoriza\u00e7\u00e3o e exige ser entendida em modo de sub-teoriza\u00e7\u00e3o. Ou seja, como se a claridade da pandemia criasse tanta transpar\u00eancia que nos impedisse de ler e muito menos de reescrever o que fossemos registando no ecr\u00e3 ou no papel. Dois exemplos. Logo no irromper da crise pand\u00e9mica Giorgio Agamben insurgiu-se contra o perigo da emerg\u00eancia de um estado de excep\u00e7\u00e3o. O estado, ao tomar medidas de vigil\u00e2ncia e de restri\u00e7\u00e3o da mobilidade sob o pretexto de combater a pandemia, adquiriria poderes excessivos que poriam em causa a pr\u00f3pria democracia. Esta advert\u00eancia faz sentido e foi premonit\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o a alguns pa\u00edses, nomeadamente a Hungria. Mas foi escrita num momento em que os cidad\u00e3os, tomados de p\u00e2nico, constatavam que os servi\u00e7os nacionais de sa\u00fade n\u00e3o estavam preparados para combater a pandemia e exigiam que o estado tomasse medidas eficazes para evitar a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. A reac\u00e7\u00e3o n\u00e3o se fez esperar e Agamben teve de voltar atr\u00e1s. Ou seja, a excepcionalidade desta excep\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhe permitiu pensar que h\u00e1 excep\u00e7\u00f5es e excep\u00e7\u00f5es e que, em face disso, teremos de distinguir no futuro, n\u00e3o apenas entre estado democr\u00e1tico e estado de excepc\u00e3o, mas tamb\u00e9m entre estado de excep\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico e estado de excep\u00e7\u00e3o anti-democr\u00e1tico. O segundo exemplo diz respeito a Slavoj Zizek que na mesma altura previu que a pandemia apontava para o \u201ccomunismo global\u201d como \u00fanica solu\u00e7\u00e3o futura. A proposta vinha no seguimento das suas teorias em tempos normais, mas era inteiramente descabida em tempo de excep\u00e7\u00e3o excepcional. Tamb\u00e9m ele teve de voltar atr\u00e1s. Por muitas raz\u00f5es, tenho defendido que o tempo dos intelectuais de vanguarda acabou. Os intelectuais devem aceitar-se como intelectuais de retaguarda, devem estar atentos \u00e0s necessidades e as aspira\u00e7\u00f5es dos cidad\u00e3os comuns e saber partir delas para teorizar. Doutro modo, os cidad\u00e3os estar\u00e3o indefesos perante os \u00fanicos que sabem falar a sua linguagem e entender as suas inquieta\u00e7\u00f5es. Em muitos pa\u00edses esses s\u00e3o os pastores evang\u00e9licos conservadores ou os im\u00e3s do islamismo radical, apologistas da domina\u00e7\u00e3o capitalista, colonialista e patriarcal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Boaventura de Sousa Santos \u00e9 Director Em\u00e9rito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimba<\/em><\/p>\n<p>Fonte: Jornal de Letras, 8 a 21 de abril de 2020.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De repente, a pandemia irrompe, a luz dos mercados empalidece e da escurid\u00e3o, com que eles sempre nos amea\u00e7am se n\u00e3o lhe prestarmos vassalagem, emerge uma nova claridade. 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