Convocatória para Conferência de Imprensa: “Exigimos um plano de recuperação pós-COVID centrado nas pessoas”

(Rede de Solidariedade entre os Povos da África Austral)
Video do Webinar: Transformação e Desenvolvimento Rural em Moçambique: Políticas, Discursos, Práticas e Alternativas

Este webinário traz diferentes intervenientes e atores trabalhando no sector agrário e agrícola em Moçambique (entre eles e elas pesquisadores, camponeses, empresários e ativistas agrários). O governo de Moçambique lançou recentemente um programa de desenvolvimento agrário denominado SUSTENTA, ao mesmo tempo que auscultações públicas para a alteração da política nacional de terras serão em breve […]
WEBINAR: Transformação Agrária e Desenvolvimento Rural em Moçambique: Políticas, Discursos, Práticas e Alternativas

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020, 14h30 às 16h30
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Sobre a persistência da branquitude e a reiteração do racismo

O racismo é um traço constitutivo das sociedades do Norte global, e se capilariza nas estruturas materiais e também nas representações discursivas. Além disso, o racismo é definido por sua capacidade de se transformar, de se disfarçar, de reproduzir-se não apenas dentro dos sistemas de poder de controle social, mas também através de uma mobilização contínua de referências e elementos do colonialismo, que ainda definem a forma com a qual o conhecimento é concebido e produzido. Este processo de reiteração do racismo persiste porque muitas pessoas se beneficiam dele.
Maria Mercone
Como evitar uma “pandemia de fome” induzida pela COVID-19 na África Austral?

Para evitar uma pandemia de fome na região, os estados da África Austral terão de rever a sua abordagem às redes locais de solidariedade e às formas informais de lidar com a crise. Terão de rever os seus orçamentos e redireccionar recursos de operações não prioritárias para a produção local de alimentos. E como uma visão a longo prazo, os Estados terão que ampliar sua visão da segurança alimentar para a soberania alimentar.
Boaventura Monjane*
A trágica transparência do vírus

De repente, a pandemia irrompe, a luz dos mercados empalidece e da escuridão, com que eles sempre nos ameaçam se não lhe prestarmos vassalagem, emerge uma nova claridade. A claridade pandémica e as aparições em que ela se traduz. O que ela nos permite ver e o modo como for interpretado e avaliado determinarão o futuro da civilização em que vivemos. Estas aparições, ao contrário de outras, são reais e vieram para ficar.
Boaventura de Sousa Santos*
A Sul da Quarentena

Na América Latina, cerca de 50% dos trabalhadores trabalham no sector informal. Em África, por exemplo, no caso do Quénia ou Moçambique a maioria dos trabalhadores é informal. As recomendações da OMS parecem ter sido elaboradas a pensar numa classe média que é uma pequeníssima fracção da população mundial. O que significa a quarentena para trabalhadores que ganham dia-a-dia para viver dia-a-dia? Arriscarão desobedecer à quarentena para dar de comer à sua família?
Boaventura de Sousa Santos*
‘Quando uma medida não serve para todos’ – é urgente adopção de medidas para proteger cidadãos moçambicanos com deficiência da pandemia do COVID-19

Acesso a informação útil e credível para as pessoas com deficiência, tem sido um calcanhar de aquiles na actual resposta ao Covid-19, sobretudo numa altura de proliferação de fake news. O Ministério da Saúde tem assegurado a difusão da informação em língua de sinais, durante as conferências de imprensa de actualização do estado da pandemia do Covid-19 no país, um gesto de salutar. Contudo, é importante recordar aqui que as pessoas com deficiência não são um grupo homogéneo, e que por isso a informação deve ser difundida em formatos alternativos acessíveis para todas as pessoas com deficiência.
Jorge Manhique*
O trabalho e a protecção social num contexto do Estado de Emergência

O Decreto terá um impacto diferenciado no rendimento familiar, dependendo da natureza da relação de trabalho, o sector e a localização geográfica. O impacto será mais sentido por agregados familiares que dependem de um rendimento, ou seja, não têm como produzir os seus próprios alimentos, não têm um emprego permanente com protecções laborais e sociais, e não têm poupanças. Mas terá também implicações para trabalhadores permanentes no sector formal, dado o aumento previsto do desemprego e do subemprego, bem como do custo de vida.
Ruth Castel-Branco*
Cuidando das nossas “bibliotecas”: rumo a segurança social universal para a pessoa idosa

Num contexto de profundas mudanças na estrutura social, familiar e cultural, o Estado tem uma responsabilidade cada vez maior perante as nossas chamadas “bibliotecas”. A segurança social é um dos instrumentos ao seu dispor para responder aos problemas da velhice enquanto problema eminentemente social e estatal.
Ruth Castel-Branco*